Previdência privada ou ETF: Tudo para o melhor investimento

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Você já parou para pensar na importância de investir em uma renda complementar de aposentadoria? Com a reforma da previdência, os benefícios em 2020 variam entre um salário mínimo (R$ 1.045) até o teto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), de R$ 6.101,06. 

Aqueles que têm um custo de vida mais elevado que o valor máximo do INSS devem cogitar novas aplicações para ter uma aposentadoria mais sossegada. Uma das oportunidades é optar entre previdência privada ou ETF (fundos de índice). 

O que é previdência privada?

De maneira resumida, a previdência privada é uma forma de poupar dinheiro para complementar a aposentadoria oficial. Para aderir à previdência privada, é necessário escolher entre duas opções de planos existentes: plano aberto e plano fechado.

O plano aberto segue as regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pode ser adquirido por qualquer pessoa. 

Já o plano fechado ou fundos de pensão atendem as demandas de empresas ou entidades financeiras interessadas em amparar funcionários ou associados. Neste caso, o órgão fiscalizador é a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Independentemente da escolha, a finalidade é a mesma: garantir uma vida financeira mais tranquila e uma aposentadoria condizente com o padrão de vida do investidor.  

O que são ETF?

Os ETFs (Exchange Traded Fund) ou fundos de índice são uma opção de investimento em bolsas de valores. Entre todas as possibilidades existentes para a inversão de capitais na bolsa, o ETF é a mais barata de todas. 

Podem ser adquiridos mediante ações, títulos públicos, crédito privado, fundos imobiliários, setores industriais, de tecnologia, entre outros. 

A prática ainda é recente no Brasil – o primeiro ETF foi lançado em 2004. No entanto, esse tipo de investimento vem crescendo. Atualmente, o país já conta com 17 alternativas de ETFs negociados na bolsa de valores brasileira, sendo 15 de renda variável e dois de renda fixa.

Principais diferenças entre previdência privada e ETF – fundos de índice

Uma semelhança entre a previdência privada e os fundos de índice é que os dois são indicados para aplicações a longo prazo, o que mostra que as duas possibilidades são interessantes como renda complementar à aposentadoria. 

Apesar desse ponto em comum, há algumas diferenças que devem ser levadas em consideração no momento de optar entre previdência privada e ETF.

1. Taxas

Taxa de administração cobrada pela previdência privada e pelo ETF: tanto a previdência privada como os fundos de índice cobram essa taxa. Na previdência privada a variação é grande, com valores entre 1% a.a e 6% a.a. Já no caso dos ETFs, a cobrança fica entre 0,20% e 0,80%. 

Taxa de carregamento (previdência privada): essa taxa incide em todas as contribuições pagas em uma previdência. Os valores para a previdência privada não costumam ultrapassar 5%. 

Taxa de corretagem (ETF): nesse caso, a cobrança pode ser definida por um preço fixo, uma porcentagem sobre o valor da transação ou ser híbrida –ter uma parte fixa e outra em porcentagem. 

Taxa de custódia (ETF): cobrada por corretoras de valores e pela bolsa para cobrir custos operacionais.

→ Taxa de emolumentos (ETF): cobrança por operações realizadas. Esses valores são pagos à B3 e à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

2. Rendimento

→  Previdência privada: esse quesito vai variar de acordo com a estratégia escolhida pelo gestor. A tendência é que os resultados sejam mais atrativos quando pensados a longo prazo. 

→  ETF: a rentabilidade está atrelada à composição e ao índice de referência. Em 2019, esse rendimento variou entre 38,3% e 58,8%. 

3. Principais características

→ Previdência privada: portabilidade, incentivos tributários, chance de escolher entre duas tabelas de imposto de renda (progressiva e regressiva).

→ ETF: baixo custo, praticidade, diversificação, transparência e liquidez.

Quatro critérios para escolher previdência privada ou ETF

Para saber se a melhor opção é previdência privada ou ETF, é necessário contemplar alguns pontos e analisar as possibilidades que cada uma das modalidades oferece aos investidores. 

Por isso, listamos quatro critérios que devem ser levados em conta para realizar um bom investimento e garantir uma aposentadoria mais sossegada. 

→ Avaliar com um corretor qual é o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou agressivo);

→ Comparar as taxas e analisar os rendimentos para escolher entre previdência privada ou ETF. Esse procedimento vai ajudar a entender qual é a rentabilidade da inversão financeira;

→ Verificar os riscos de cada modalidade;

→ O investimento deve ser pensado a longo prazo para garantir a sua aposentadoria.

Vantagens de ter previdência privada e investimentos em fundos ETF

Conciliar as opções (planos de previdência e fundos de índice), diversificar aplicações e se proteger ao mesmo tempo que aumenta a sua rentabilidade são algumas estratégias interessantes para se dar bem nessa história. 

E nada o impede de modificar o seu plano no decorrer do caminho. A análise constante dos resultados e a adaptação da tática vão depender da vida do investidor. 

Nossa última dica é: com o tempo, troque as opções de risco (se você tiver alguma) por alternativas mais seguras. Quando a aposentadoria se aproximar, a estabilidade será mais importante que aumentar o valor do investimento.  

Dúvidas sobre previdência? Acesse www.suaprevidencia.com.br e fique bem informado. 

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