Como a previdência privada fechada se difere da aberta?

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A Previdência privada fechada é um tipo de investimento restrito a funcionários de empresas que possibilitam esse investimento. Trata-se de uma opção a mais para quem já contribui para o INSS no regime CLT, e que possui suas vantagens e detalhes a serem considerados.

Como funciona a previdência privada fechada?

Essencialmente, um plano de previdência fechada funciona da mesma maneira que um PGBL: o investidor aplica valores regulares, com suas taxas de administração, com rendimentos variados, que podem ser resgatados quando quiserem, sem uma tributação direta do IR até o momento do resgate.

O que difere a previdência fechada de uma aberta, neste caso, é que o investidor só pode fazê-lo dentro da empresa na qual trabalha. Esses modelos de investimento também são conhecidos como “Fundos de Pensão”, em que a empresa atua em parte dos investimentos.

Outra diferença importante nessa categoria de previdência privada é o órgão regulador. Neste caso, é o PREVIC, ou Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Está ligado diretamente ao Ministério da Fazenda, com uma legislação adequada para proteção dos contribuintes.

Para quem deseja investir em uma previdência privada sem o intermédio de empresas, existem os planos averbados, que basicamente são feitos com as mesmas instituições das previdências patrocinadas. Os custos para administração são naturalmente mais altos, mas os rendimentos a longo prazo podem interessar quem busca por uma previdência privada menos arriscada.

As principais diferenças para previdências abertas

Além do órgão estatal regulador e a presença empresarial, existem ainda outros fatores importantes sobre como a previdência privada fechada se difere da aberta. Um deles é a proteção ligeiramente mais ampla em comparação aos modelos tradicionais.

A razão para isso é que a previdência privada fechada, embora gerida por uma empresa particular, e portanto com seus próprios riscos de não se manter, não tem fins lucrativos. Em essência, ela funciona como um INSS, em que o contribuinte e a empresa adicionam valores que podem render um futuro mais saudável.

Essa proteção garante algumas vantagens não existentes da mesma forma na previdência privada aberta. Entre elas, destacam-se as seguintes:

  • Custos compartilhados: como mencionado antes, a empresa na qual trabalha investe junto ao funcionário no fundo de pensão. Isso garante taxas mais baixas, com rendimentos mais seguros de acordo com os anos de contribuição. Os valores empregados variam, de 10% empregado pelo contribuinte, até o valor total, dobrando os ganhos.
  • Maior proteção de rendimentos: por não ter fins lucrativos, a previdência privada fechada difere-se da aberta na forma que o investidor resgata esse valor no futuro. Além dele não entrar diretamente na declaração de Imposto de Renda, o valor não é considerado em casos de divórcios, por não entrar na partilha de bens como investimentos.
  • Opções variadas em casos de término do contrato: outra grande vantagem para a previdência privada fechada, diferente dos modelos abertos, é a versatilidade escolhida pelo profissional caso este encerre o contrato com a empresa. É possível escolher entre assumir o investimento total; resgatar o valor investido até o fim do contrato; não contribuir e deixar o rendimento sozinho; portar para a previdência aberta, assumindo as regras do novo plano.

Como usar a previdência privada fechada?

Como o nome sugere, para usar a previdência privada fechada é preciso estar trabalhar em uma empresa que ofereça o recurso. Algumas categorias profissionais oferecem o mesmo recurso, como é o caso da OAB, por exemplo, com seu Oabprev. Outros exemplos incluem a Caixa, a Petrobras, e o Banco do Brasil.

Dentro da empresa, também é preciso avaliar as categorias de planos que cada uma oferece. Embora seja mais simples do que a previdência aberta, conhecer seus detalhes torna a escolha mais segura. Veja abaixo.

  • Benefício Definido: garante uma aposentadoria vitalícia, com um valor corrigido na inflação. Para que o contribuinte tenha acesso a esse recurso, o tempo de pagamento deve ser seguido à risca, de forma praticamente idêntica ao INSS.
  • Contribuição Definida: o contribuinte escolhe o valor que deseja aplicar por mês, e por quanto tempo, recebendo um rendimento igualmente aplicado. Apesar de oferecer maior flexibilidade e controle aos beneficiários, os rendimentos não são vitalícios, sendo recomendado para quem deseja um planejamento financeiro minucioso mesmo na aposentadoria.
  • Contribuição Variável: combina características de ambos os tipos acima. Enquanto estiver contribuindo, ele funciona como uma Contribuição Definida, sem valores garantidos em caso de resgate. Ao dar entrada na aposentadoria, esses valores convertem-se em um benefício vitalício, com valores determinados pela sua reserva, bem como a expectativa de vida.

Garanta um futuro ainda melhor

Todas essas variáveis citadas acima ainda possuem uma facilidade única para investir na previdência privada fechada. De certa forma, é o modelo mais próximo de um INSS, o que traz uma solidez para quem busca alternativas, e até uma possibilidade de conhecer as nuances do mercado até diversificar a carteira.

Se você busca por possibilidades de tornar sua aposentadoria ainda melhor, ou fazer um bom investimento a médio e longo prazo com a previdência privada fechada, confira nossos artigos.

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