Previdência privada é renda fixa ou variável? Veja a resposta

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Por razões que vão desde a Reforma da Previdência até uma maior conscientização da população sobre investimentos, passando pela queda no rendimento da poupança e por novas ofertas de planos no mercado, a previdência privada tem atraído cada vez mais brasileiros. 

Segura e estável, é uma das melhores opções de aplicações para quem busca garantir uma aposentadoria tranquila ou mesmo criar uma reserva econômica. 

Assim como ocorre com outros investimentos, porém, contratar um plano de previdência privada requer tomar decisões que impactam diretamente no rendimento final.

Para tomar as melhores decisões ao assinar o contrato, é preciso visualizar alguns aspectos sobre o investimento: entender se a previdência privada é renda fixa ou variável é um deles. 

Afinal, previdência privada é renda fixa ou variável?

A resposta mais curta para essa pergunta seria “ambos”: os planos de previdência privada exploram diversos fundos de investimentos que, por sua vez, aplicam tanto em renda fixa quanto em renda variável. É na hora de contratar seu plano que o investidor opta por investir em uma previdência privada atrelada a fundos mais conservadores, que priorizam aplicações em renda fixa, ou mais arrojados, que priorizam aplicações em renda variável. É o próprio perfil de investidor de cada um que pode determinar se o dinheiro deve ser investido em fundos de previdência 100% de renda fixa, por exemplo, ou que priorizem a renda variável.

🡪 Fundos de previdência privada podem investir tanto em renda fixa quanto em renda variável;

🡪 Fundos mais conservadores podem investir 100% em ativos de renda fixa enquanto fundos mais arrojados podem investir um máximo de 70% em ativos de renda variável;

🡪 Ao contratar um plano de previdência privada, o investidor deve escolher um que combine seu próprio perfil de investidor com a estratégia proposta pelo fundo;

🡪 Muitos fundos de previdência privada mesclam aplicações em renda fixa e em renda variável em busca do melhor rendimento.

Entenda as diferenças entre renda fixa e renda variável

Todas as aplicações financeiras oferecem ao investidor renda fixa, renda variável ou uma mistura de ambos. Um investimento com renda fixa pressupõe que o investidor tem meios de calcular e prever o quanto irá ganhar no futuro – é também uma aplicação conservadora, com rentabilidade constante porém reduzida. Investir em renda variável é mais arriscado, já que não há uma taxa de rentabilidade definida – são aplicações que podem resultar tanto em maiores ganhos quanto em grandes perdas.

Ao escolher a estratégia de seu fundo de previdência privada, portanto, o investidor deve estar especialmente atento ao seu próprio perfil de investidor pessoal: combinar um perfil conservador com uma estratégia arrojada pode resultar em decepções, e vice-versa. A tolerância ao risco do investidor deve sempre estar à altura do risco que o próprio fundo de previdência privada apresenta.

Renda fixa


– O investidor faz um empréstimo para um banco, uma empresa ou para o Governo Federal e recebe o dinheiro de volta com juros;
– A taxa de rentabilidade pode ser prefixada ou pós-fixada, mas é sempre definida e previsível;
– Oferece segurança e um rendimento mais conservador;
Exemplos: títulos públicos, CDBs, LCAs, LCIs etc.

Renda variável


– O investidor torna-se sócio de uma empresa, de um grande negócio ou proprietário de um produto;
– Os rendimentos não são previsíveis pois as cotações de cada empresa ou produto são alteradas diariamente e estão sujeitas às oscilações do mercado financeiro;
– Oferece rendimento arrojado e menos segurança;
Exemplos: ações, fundos imobiliários, commodities, moedas etc.

Cinco critérios para escolher entre previdência privada com renda fixa e renda variável

Ao escolher e contratar um plano de previdência privada, o investidor tem a oportunidade de escolher o tipo de fundo onde o dinheiro será aplicado de acordo com a estratégia oferecida: conservadora e, portanto, priorizando aplicações em renda fixa; arrojada, priorizando ativos de renda variável; ou moderada, mesclando bem as duas formas de rendimento.

Para fazer a melhor escolha, observe os critérios abaixo:

1.Identifique seu próprio perfil de investidor: conservador, moderado ou arrojado;
2.Defina um objetivo para o dinheiro e quanto tempo pretende deixá-lo aplicado;
3.Aplicações de longo prazo podem combinar bem com a renda variável;
4.Investimentos de curto ou médio prazo podem combinar melhor com a renda fixa;
5.Fundos de previdência que priorizam renda variável costumam ter taxas maiores.

Vantagens e desvantagens

Agora que você já sabe que a previdência privada é renda fixa ou variável, com ofertas de planos que podem priorizar tanto um tipo de aplicação quanto outra, confira algumas das principais vantagens e desvantagens que cada tipo de renda tem a oferecer.

Renda fixa

Vantagens: o rendimento pode ser calculado e previsto; oferece mais segurança; é menos afetado pelas oscilações do mercado financeiro; taxas costumam ser menores.
Desvantagens: 🡪 o rendimento é reduzido; pode resultar em rendimento menor do que índices importantes como a Selic ou o CDI.

Renda variável

Vantagens: valorização e rendimento podem crescer ilimitadamente; costuma compensar eventuais perdas no longo prazo;
Desvantagens: está sujeita às oscilações do mercado financeiro; apresenta mais riscos; taxas costumam ser maiores.

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