INSS ou previdência privada: qual rende mais?

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Qual é a melhor opção: INSS ou previdência privada? Se você está em dúvida, é importante compreender como funciona cada um deles e as diferenças na rentabilidade.

O INSS é obrigatório para os trabalhadores e oferece benefícios que vão além da aposentadoria. Já a previdência privada é opcional e gera uma rentabilidade atraente para o investidor.

Para entender melhor o assunto, siga com a leitura. Neste guia, você vai descobrir se é preciso escolher entre INSS ou previdência privada — ou se vale a pena contar com ambos.

INSS ou previdência privada: por onde começar

A seguir, entenda como funcionam o INSS e a previdência privada.

O que é INSS

INSS é a sigla para Instituto Nacional do Seguro Social, o órgão público que administra a previdência social no Brasil.

O benefício é oferecido por meio do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), é um direito garantido ao cidadão pela Constituição Federal e possui filiação obrigatória.

Assim, todos os meses, os trabalhadores têm obrigação de contribuir ao INSS.

Essa contribuição pode ocorrer de duas formas. Para o trabalhador com carteira assinada, é o empregador que paga as prestações, e o valor é descontado na folha de pagamento.

Já profissionais autônomos e trabalhadores sem vínculo empregatício contribuem por meio do pagamento da Guia de Previdência Social, disponível no site do INSS a partir de uma inscrição.

Existem diferentes vantagens na previdência social. Além da aposentadoria em si, o beneficiário tem garantias extras, como auxílio-doença, salário maternidade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte, por exemplo.

O que é previdência privada

Por sua vez, a previdência privada não tem caráter obrigatório e oferece maior flexibilidade ao investidor.

Também chamada de previdência complementar, ela é um tipo de investimento de longo prazo com o objetivo de garantir renda extra na aposentadoria.

Os planos são oferecidos por bancos e corretoras de crédito, e o investidor define a periodicidade e o valor do pagamento.

Funciona assim: você paga mensalmente ou de uma única vez o valor desejado, e esse dinheiro é aplicado em fundos.

Quanto maior o tempo da aplicação, maior é o rendimento. E você escolhe se, na hora do resgate, prefere receber renda mensal ou de uma única vez.

Existem dois planos de previdência privada.

Um deles é o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL), modelo em que é possível fazer restituição de Imposto de Renda e, portanto, é indicado para quem faz declaração de IR completa. Aqui o imposto incide sobre o valor total da aplicação.

O outro é o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL), que não permite restituição do imposto, mas que tem incidência de alíquota somente sobre os rendimentos.

Teto de rendimento do INSS

No INSS, uma desvantagem é que existe teto de rendimento.

Sendo assim, ao chegar o limite, não é possível aumentar o valor do recebimento da aposentadoria.

Em janeiro de 2020, houve novo reajuste no teto do INSS, realizado com base  na inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao período de janeiro a dezembro de 2019.

Com o reajuste, o valor máximo de pagamento de benefícios e aposentadorias passou a ser de R$ 6.101,06. Até então, ele equivalia a R$ 5.839,45.

Na prática, isso significa que você receberá somente até o valor máximo independentemente do valor do seu salário.

Existe teto para previdência privada?

Na previdência privada, não existe teto: o valor que você recebe varia conforme o capital aplicado e os rendimentos do período.

Sendo assim, você ganha autonomia para planejar o investimento conforme o montante que deseja retirar no futuro, escolhendo valores, prazos, modalidade de resgate e rentabilidade das aplicações.

Na previdência privada, a desvantagem é que o pagamento dos valores requer maior esforço e disciplina do investidor, já que não se trata de uma obrigação. Nesse caso, é importante considerar o investimento como uma prioridade no orçamento.

E, apesar de não existir teto, é preciso ter em mente que a rentabilidade do investimento varia conforme o plano e o regime de tributação escolhidos.

INSS ou previdência privada: não precisa escolher 

Você não precisa escolher entre INSS ou previdência privada. A dica é ter os dois.

O INSS é obrigatório e seus benefícios vão além da aposentadoria em si, já que oferece recursos extras. 

Mas a desvantagem é o teto de rendimento.

Já a previdência privada tem uma flexibilidade maior e pode garantir uma aposentadoria mais confortável. 

Na prática, ela funciona como um complemento ao INSS.

Mas lembre-se de que ela é um investimento de longo prazo: quanto mais tempo de aplicação, mais atraente é a rentabilidade.

Por isso, comece o seu investimento em previdência privada o quanto antes. Assim, você contribui por mais tempo e aumenta os rendimentos para o futuro.

E então, viu como não precisa escolher entre INSS ou previdência privada? Se gostou das dicas deste artigo, curta e compartilhe.

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