A importância de estruturar dívidas para o crescimento do negócio

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Para entender o que significa estruturar dívidas, é fundamental compreender que esse tipo de avaliação é decisiva para observar a estrutura de capital de uma empresa, o que, por sua vez, vai agir diretamente na tomada de decisões em relação ao mercado financeiro.

Além disso, essa visualização também representa uma forma de identificar, do ponto de vista da gestão do negócio, quais são as chamadas “dívidas boas” e as “dívidas ruins”.

Por isso, entender a natureza de cada capital que está em uma empresa vai conduzir, aos olhos do mercado, à sua avaliação e indicar se ela vale ou não o investimento.

Nesse sentido, este artigo vai trazer as definições necessárias, além de falar sobre a importância de estruturar dívidas para a análise detalhada e a possibilidade de crescimento de um negócio.

O que significa estruturar dívidas?

Estruturar dívidas é uma das etapas de uma ação maior, que é a de estruturar o capital, uma prática importante para a operação no mercado tanto das grandes companhias quanto das PME.

É a ação que tem por objetivo identificar as camadas que, juntas, compõem o funcionamento do capital de uma organização, e nelas está o papel das dívidas, como veremos a seguir.

Nesse contexto, os rendimentos e gastos de uma empresa estão contidos em um panorama que envolve os seguintes cenários: o balanço, que é o registro que vai demonstrar o patrimônio, referente aos ativos; as dívidas com terceiros; e as contas dos patrimônios em obrigações aos sócios.

Quando executada em uma companhia, essa classificação permite que sejam reconhecidos os dois tipos de capital presentes na empresa: o capital de terceiros e o capital próprio.

O capital próprio refere-se à parte que está ligada aos sócios ou acionistas da organização. O capital de terceiros está nas fontes de financiamento da empresa e, nesse montante, estão as dívidas.

Ao estruturar dívidas, existe a possibilidade de enxergá-las de uma maneira diferente da que costuma ser feita fora do mundo corporativo.

Nas engrenagens que mantêm um negócio em funcionamento, a dívida é uma forma importante de financiar tanto a operação quanto o seu crescimento. A forma como elas se relacionam com o mercado e seus acionistas também muda conforme o volume do capital de terceiros.

Quando a dívida é boa?

Em discussões sobre os temas de finanças pessoais e economia doméstica, geralmente as contas a pagar são colocadas em patamares de “inimigas”, sendo perseguidas e, sempre que possível, evitadas.

Quando se fala em estruturar dívidas, esse foco deve ser alterado. É o momento de enxergar esse recurso como uma ferramenta estratégica na condução dos negócios – e que pode ser responsável por agregar valor de mercado.

Para que uma empresa funcione, vamos colocar assim, existe uma ordem de atividades que, para ser iniciada, necessita de dinheiro para mover toda essa cadeia. Por exemplo, adquirir matéria-prima, produzir, armazenar, vender, entregar, até que o produto retorne na forma de recurso financeiro.

Para fazer essa “roda girar”, o empresário precisa de capital e, muitas vezes, esses recursos são adquiridos por meio de dívidas.

Os empréstimos, negociados a bons prazos e juros, de forma que compensem a operação, são ferramentas necessárias para a condução dos negócios.

Daí fica a pergunta: eles representam uma dívida, certo? Sim. Mas a empresa vai passar a produzir e, assim, gerar retorno financeiro suficiente para pagá-la e continuar rendendo e produzindo.

Esse é um exemplo de dívida boa, ao contrário daquela que tem por função apenas cobrir buracos de gastos do passado. Essas, por sua vez, como explicamos melhor neste artigo, podem trazer resultados negativos para o andamento dos negócios.

Valorização no mercado

Estruturar dívidas, em paralelo à estrutura de capital, é uma ação que tem forte influência no custo de capital que é utilizado para a manter aquela organização.

Cabe aos gestores escolher a melhor forma de organizar essa equação, sob o risco de não gerar um alto custo de capital da empresa, que afetaria a redução do seu Valor Presente Líquido (VPL).

O VPL é um indicador básico da análise de viabilidade econômica direcionada a projetos de investimentos. Ou seja, uma mudança negativa no VPL de uma empresa pode ter consequências negativas para futuras oportunidades de investimento. 

O movimento oposto também acontece: estruturar dívidas de forma estratégica, para melhorar a viabilidade de investimentos e, assim, manter a empresa como boa opção para o mercado e os acionistas.

Em resumo, estruturar dívidas é uma forma inteligente de identificar a origem de cada fatia de capital presente no negócio e, assim, possibilita saber qual é o custo dele no tempo em que for mobilizado.

É algo que pode ser fundamental para entender ou, se for o caso, mudar a forma como você lida com o dinheiro. Leia mais sobre esse assunto aqui.

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