Educação financeira nas empresas: por que promover essa estratégia?

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A educação financeira nas empresas é um daqueles investimentos cujos resultados podem até não ser tão evidentes, mas fazem toda a diferença.

É o que diz uma pesquisa da Febraban, publicada no portal Valor Econômico. No estudo, constatou-se que as pessoas que integraram programas educativos na área de finanças reduziram em 40% suas contas em atraso.

Se tudo estiver caminhando bem, a empresa não teria por que interferir nas escolhas dos seus colaboradores, nem no pagamento das suas contas. Mas, em um país no qual a inadimplência é sempre alta, como no Brasil, dificilmente uma organização não terá empregados com algum tipo de dificuldade.

Sendo assim, gostaríamos de convidar você para conhecer os impactos dos contratempos financeiros nas rotinas das empresas e algumas soluções. Continue por aqui e veja como e por que ajudar seus profissionais com suas finanças!

O que é educação financeira nas empresas?

Não existe organização que aceite um novo membro sem antes tê-lo submetido a um mínimo de treinamento. Por analogia, a educação financeira nas empresas pode ser considerada como parte da formação indispensável a que todo empregado deve ter acesso.

No Brasil, prevalece a livre concorrência e a economia de mercado, ou seja, todos são livres para usar seu dinheiro da forma que bem entenderem.

Em contrapartida, falta ainda percorrer um longo caminho para que essa liberdade seja bem utilizada. Uma prova disso é o índice de poupança do brasileiro, estagnado desde 2013, segundo o IBGE.

Embora não seja a função primordial das empresas prover educação, é seu dever zelar pelo bem-estar e qualidade de vida dos seus empregados, certo? Nesse sentido, toda medida voltada para educá-los financeiramente será vista não como uma ingerência, mas como um investimento.

Afinal, o colaborador que tem suas contas em dia e sabe se planejar é necessariamente mais tranquilo e, em consequência, mais produtivo.

Importância da educação financeira nas empresas

De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 46% dos brasileiros não exercem controle sobre suas finanças. Um percentual elevadíssimo, e de certa forma, preocupante.

Pessoas que não controlam o uso que fazem do dinheiro são muito mais propensas a se endividarem ou a não honrarem seus compromissos.

Então, considerando que são grandes as chances de que sua empresa tenha muitos colaboradores com problemas nessa área, fica a questão: ajudá-los ou deixá-los por conta própria? Se você concorda que é preciso fazer algo, vale mergulhar mais a fundo no universo da educação financeira nas empresas.

Benefícios da educação financeira nas empresas

Claro que deixar que cada um gerencie suas finanças, por pior que seja a situação, não tem nada de errado ou antiético. Contudo, quando não cuida dos seus empregados, a empresa cedo ou tarde sente os efeitos disso. Pessoas desmotivadas e pouco produtivas, absenteísmo e conflitos, passarão a ser mais frequentes.

Por outro lado, ao assumir a responsabilidade e “dar a mão” a quem precisa, há compensações que, em longo prazo, podem gerar resultados extremamente positivos. Veja quais são abaixo.

Para a empresa

Empregados educados financeiramente, além de terem menos problemas pessoais e financeiros, são mais organizados, metódicos e disciplinados. Dessa forma, oferecer educação financeira não deixa de ser também um investimento na qualificação da sua mão de obra.

Para os colaboradores

Pessoas com suas finanças equilibradas são sempre mais serenas, e por isso, conseguem gerir melhor as dificuldades enfrentadas na vida pessoal e no trabalho. No final, elas percebem um aumento na qualidade de vida que dificilmente conseguiriam se não tivessem conhecimento para controlar seus gastos e planejar seu futuro.

Como incentivar a educação financeira nas empresas

Há de se concordar que, como toda ação no sentido pedagógico, a educação financeira nas empresas também é para especialistas. De qualquer maneira, nada impede de tomar algumas medidas que por si só tendem a gerar bons resultados se forem continuadas.

Estimule a leitura

A melhor maneira de começar um trabalho visando educar para as finanças é por meio da leitura. Com a internet, o que não falta é material de qualidade sobre o assunto – os textos do blog Sua Previdência Privada, por exemplo.

Ou, se preferir, o bom e velho livro continua valendo. O mesmo se aplica a revistas, jornais e publicações cujo foco seja educativo. Indique para seus colaboradores e, se possível, estimule discussões sobre o conteúdo lido.

Promova eventos e workshops

Educar é, de certa forma, “botar a cara”. Sendo assim, procure promover eventos, de preferência com especialistas no assunto, nos quais o foco seja gestão das finanças pessoais. E se você tiver intimidade suficiente com o tema, nada o impede de assumir a frente no processo.

Crie dinâmicas de grupo e debates

Às vezes, a falta de educação para as finanças tem relação com a sensação de constrangimento. O empregado sente receio de abrir seus problemas e, com isso, acaba contribuindo para que eles se agravem, já que, assim, ele se priva de receber ajuda.

Então, com muito tato, procure incentivar dinâmicas de grupo em que eles sejam estimulados a contar sobre o que fazem para gerir suas finanças. Ou, também, converse em privacidade com cada um e tente encontrar soluções para possíveis problemas que venham a ter.

Nessa hora, a ajuda de um psicólogo pode representar um alívio, principalmente para aqueles com mais dificuldades em se expressar ou em buscar apoio.

Claro que essas medidas para promover a educação financeira nas empresas só surtem efeito se todos entenderem a sua importância. Por isso, não deixe de coletar sempre o feedback das pessoas e tente equilibrar as medidas educativas necessárias com o que elas esperam receber.

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