Como amortizar financiamentos e quais são as opções?

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Para muitos brasileiros, o sonho de comprar um imóvel vem acompanhado de juros e parcelas que serão liquidadas mensalmente por anos e anos. Nesses casos, portanto, amortizar financiamentos tem a função de amenizar, em algum grau, esse cenário.

Neste artigo você vai compreender como funciona a amortização oferecida pelas diversas instituições financeiras e como elas podem ser solicitadas pelo proprietário.

Além disso, vai saber, por exemplo, de que forma essa amortização vai incidir sobre o restante da dívida – e se essa redução será no tempo restante ou no valor das parcelas.

Amortizar financiamentos tem ainda um papel estratégico na gestão das finanças pessoais. E pode ser uma forma de controle dos seus gastos, com impactos tanto no curto quanto no longo prazo. Confira!

Como amortizar financiamentos?

Para entender de forma completa o processo de amortizar financiamentos, é interessante voltarmos um pouco no assunto, para compreender como são desenvolvidas essas tão populares opções de compra de bens no Brasil.

Quando há interesse no imóvel mas não há o capital total para liquidar o valor anunciado (ou, mesmo, se não é do interesse do comprador pagar à vista), existe a opção de efetuar essa compra com um órgão intermediário – que geralmente é um banco, mas podem ser outras instituições, como as próprias construtoras.

Ao financiar o imóvel, o vendedor recebe a quantia integral dessa instituição e o comprador, por sua vez, vai pagar mensalmente esse valor, dentro dos trâmites estipulados no complexo contrato firmado no início da aquisição.

Com o passar do tempo, quando essas parcelas já começam a fazer parte da rotina financeira do comprador, a possibilidade de amortizar o financiamento passa a ser uma opção viável.

Existem motivos diversos para a amortização: valores economizados ou recebidos, pagamento de 13º salário, bônus, enfim, isso depende das particularidades econômicas de cada indivíduo.

Quando isso acontece, basta entrar em contato com a instituição bancária e optar por reservar um valor desse dinheiro e destiná-lo à redução do que está financiado.

O contato com a instituição onde foi firmado o contrato do financiamento é o caminho para também conduzir a amortização. No entanto, no caso dos bancos, que costumam ser os órgãos de maior procura nesse assunto, é possível amortizar financiamento com poucos cliques no próprio aplicativo da rede bancária escolhida.

Qual é a melhor opção: no tempo ou na parcela?

Em linhas gerais, amortizar financiamento costuma ter dois caminhos centrais: reduzir o valor da parcela ou reduzir o montante que resta ser pago, o que vai interferir no tempo. Vamos explicar as duas opções.

Ao destinar seu dinheiro para as parcelas, é feito um cálculo que passará a render uma prestação de menor valor para o comprador. Esse é um caminho ideal para quem vive momentos de dificuldades para arcar com essa parcela.

Mas é importante saber que, nesse caso, o seu dinheiro investido também está sendo utilizado para pagar os juros embutidos no cálculo dessas mensalidades.

Para que seu investimento em amortizar o financiamento esteja direcionado ao valor devedor, sem essa incidência mensal dos juros, a melhor opção passa a ser reduzir no tempo. Nesse caso, o dinheiro economizado é direcionado ao saldo devedor, reduz esse montante e, consequentemente, o tempo de financiamento.

Trabalhadores com saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), por sua vez, devem saber que amortizar financiamento está entre as possibilidades de uso desses valores.

O uso do FGTS atende a exigências de tempo, delimitadas pela Caixa Econômica Federal (CEF), para cada opção: no caso de aquisição de imóvel, pode ser utilizado a cada três anos; para amortização, a cada dois anos; para pagamento de até 80% da parcela do financiamento (caso possua saldo para tal), a cada 12 meses.

Afinal, a amortização vale a pena?

Amortizar financiamento, grosso modo, significa reduzir uma dívida com um valor que você tenha disponível e que, à sua escolha, vai produzir parcelas menores ou um período mais curto para o pagamento.

Como já escrevemos por aqui, quando mal controladas, as dívidas podem gerar estresse na sua vida social e profissional.

Observando dessa forma, tudo indica que se trata de uma opção 100% positiva para a sua rotina de finanças, correto? Depende.

Como você já deve ter notado, em termos de economia, as decisões são muito variáveis e costumam passar por análises particulares para entender qual é o melhor caminho a seguir.

No caso de amortizar financiamento, o que alguns especialistas em finanças apontam é que, uma vez que você possua um valor em dinheiro para utilizar nessa operação, é importante que sejam avaliados, primeiramente, outros recursos para o investimento.

É necessário, também, avaliar o quanto essa atitude vai influenciar no seu planejamento financeiro futuro – assunto fundamental, que já discutimos neste artigo.

E, nesses casos, é importante que o valor da prestação mensal não seja um problema no equilíbrio das suas finanças. Nesse cenário, a indicação é que esse dinheiro seja investido em opções como os fundos de investimento de renda fixa disponíveis no mercado, considerados de baixo risco, que vão proporcionar um retorno melhor ao seu capital.

Se você ainda não é um investidor, pode ser o momento de mudar esse perfil e aproveitar a oportunidade para alterar o chamado Mindset Financeiro.

Gostou da dica? Sabia que, além da possibilidade descrita neste artigo, a previdência privada pode ser uma opção que se enquadre no planejamento da sua vida financeira? Acesse o nosso site agora mesmo, onde reunimos um material completo sobre o tema.

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